de partida da imigração alemã, a Casa do Imigrante, que havia sido um
depósito de Linho Cânhamo da coroa portuguesa. Num histórico mais
contemporâneo, nos anos 90, quando o bairro era novinho, com seu
loteamento de casas de fibrocimento da Madezatti e os novos apartamentos
da Cohab, houve toda uma geração de gurizada que se envolvia com a cultura
do entretenimento pra se unir. Isso criava algumas tribos. O pessoal do basquete,
com boné bordado de oito linhas, que se encontrava no Centro Social pra picar
uma bola, os skateboarders, o pessoal do metal de camisetinha da Megaforce
da rua 5 e a galera que ensaiava em cada esquina nas garagens dos pais. Acho
que a Madezatti foi construída sobre um cemitério de metaleiros, pq o bairro tem
uma identidade de rock muito única. Por maior que seja o desgaste social urbano
hoje de qualquer bairro, com o crack, a criminalidade e a internet prendendo as
pessoas em casa, ainda é visível essa referência, na gurizada mais jovem, que
mesmo oprimidos pelo funk, pela treta e pelo descaso, mantém essa identidade,
nas relações com o pessoal, na troca de idéias. Tudo isso ainda me faz respirar
um ar muito particular nesse lugar, e que nesse domingo, vai abrigar mais um
megaevento local, graças a garra desses que mantém a bandeira hasteada.
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